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Vou buscar a lua

Neste espaço encontrarão diversos temas relacionados com a educação. Modelos pedagógicos, teorias de educação, psicologia infantil, notícias, curiosidades, é tudo o que podem encontrar aqui!

22
Mar18

Quando o tamanho do teu coração não cabe no teu pequeno corpo!

 

Hoje cheguei tarde do trabalho, estou cansada, foi um dia duro. Tinha uma ideia de post para hoje mas tive que trocar as voltas. Apesar de tudo, não quero passar este dia em vão aqui no blog. Tenho que partilhar este vídeo convosco! As crianças são o melhor deste Mundo!

 

Agora, vou buscar a lua (e já volto)!

20
Mar18

Já é Primavera?

Hoje trago-vos as imagens da história "A viagem da sementinha". Uma história já muito conhecida, mas com muito potencial para ser explorada e rejuvenescida de uma forma muito interessante! Em primeiro lugar, acho que só por ser Primavera não há necessidade de contar todas as histórias que conhecemos que dizem que na Primavera os pássaros andam a cantarolar e as flores começam a aparecer, acho isso um pouco áquem das necessidades das crianças de hoje em dia. Esta história é um exemplo de que podemos focar-nos em pontos fulcrais de cada estação/época do ano, sem sermos básicos demais com histórias que "batem sempre na mesma tecla"! Sabemos que a Primavera é uma altura do ano essencial para toda a flora existente devido, nomeadamente, às condições climatéricas que se reunem. Neste sentido é importante passarmos isso às crianças, mas de uma forma sempre lúdica e em sintonia com aquilo que elas precisam de aprender.

 

Uma das razões pelas quais eu gosto muito desta história é que as imagens são, apesar de tradicionais, simples e precisas, têm cores pastel e não demasidado coloridas de forma a dispersar a atenção do essencial. Este facto dá-nos acesso à recolha rápida da informação que é transmitida de forma não verbal/escrita. 

 

Outro pormenor importante é que a semente da história é personificada. Muitas vezes nem nós, adultos, nos lembramos que as sementes/plantas/árvores são ser vivos, mas na realidade são, e isso deve ser passado às crianças, lembrando-nos sempre que o respeito pelos animais, por exemplo, deve ser estendido a outros seres vivos como é o caso das plantas.

 

Uma terceira razão, que a meu ver é super importante, talvez a mais interessante de ser trabalhada, é que este livro não tem a história diretamente impressa sob as imagens, o que nos dá uma flexibilidade enorme para o desenvolvimento do conto. A Educadora pode contar a história como achar que faz mais sentido para determinado grupo de crianças, assim como pode pedir às crianças para contarem a história, ou ainda começar o conto e pedir que o grupo de crianças pense numa conclusão, sempre através das imagens. Além de muitas outras atividades, esta história através de imagens pode ainda ser exposta na sala pois, no fundo, transmite-nos o ciclo pelo qual uma semente passa, e essa é uma das competências a desenvolver em Jardim de Infância.

 

A observação de imagens é muito interessante e desenvolve imensas competências cognitivas, a imaginação e criatividade, a recolha de informação, a atenção aos pormenores, a análise de diferenças e semelhanças, a comparação, a posição dos factos por ordem de acontecimentos, a informação que as imagens anteriores deram para a perceção de novas imagens... O "contar histórias" através de imagens ajuda as crianças a verbalizar aquilo que vêem, a usar vocabulário adequado para os diferentes contextos das imagens, a pensar em conceitos específicos para áreas de conhecimento diferentes. Peguem na história e façam com ela, aquilo que quiserem!

 

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 Agora, vou buscar a lua (e já volto)!

19
Mar18

Para as mães que também são pais!

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Para as mães que também são pais, um beijinho especial hoje, no Dia do Pai. Obrigada a todas as "Super-Mãe-Pai", porque por todas as razões e mais algumas, tiveram que aprender a ser pai de um momento para o outro. Ser mãe vai-se aprendendo enquanto se é mãe. Ser pai vai-se aprendendo enquanto se é pai. Mas o difícil é aprender a ser pai, quando já se é mãe, e ao contrário também! Obrigada...

 

... quando fizeste a função do pai, dando-me força e ajudando-me a ter coragem para seguir em frente.

 

... quando, no lugar do pai, me pegaste às cavalitas, mesmo deixando-me cair no chão, eu gostei.

 

... quando me escondeste a chupeta debaixo da cama, para eu crescer, tal e qual como o pai fazia.

 

... quando me preparaste a roupa para vestir, usando toda a sensibilidade característica do pai.

 

... quando me fizeste avião nos teus ombros, fortes como os do pai, para eu ver que formas tinham as nuvens.

 

... quando me sentaste ao teu colo para eu aprender a conduzir, ensinando-me "coisas" de pai.

 

... quando me pintaste as minhas unhas sempre que eu pedia, tal como também pedia ao pai.

 

... quando andaste comigo na rua, não te preocupando com a chuva, o importante era estarmos juntas.

 

... quando trabalhaste como se fosses duas pessoas, sempre para nos oferecer momentos mais felizes.

 

... quando trepaste às árvores, tal como o pai fazia, apenas para estares ao meu lado a ver o céu e as estrelas.

 

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A verdade é que nem todas sabem ser "Super-Mãe-Pai". Um brinde às que são capazes de lutar com quatro braços e pensar como duas pessoas. Um brinde às que conseguiram brincar com bonecas, mas também com carros, às que conseguiram contar histórias, mas também jogar playstation. Um brinde às mães que são capazes de fazer filhos com sorrisos, mesmo sem o pai por perto!

 

... A história de uma menina que aprendeu a viver sem o pai ...

 

Agora, vou buscar a lua (e já volto)!

15
Mar18

O monstro das cores

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Não sei se repararam, mas para quem está atento como eu, sabe que a Wook esteve com 100% de desconto em alguns livros, no Dia da Mulher. Eu, como devoradora de livros infantis, fui logo ver o que poderia adquirir com esta promoção gigante! Comprei um livro que andava para comprar há imenso tempo: “O monstro das cores”. É um livro fantástico que trabalha imensas competências, principalmente pessoais e sociais. Quero desde já dizer que acho que a ilustração está fantástica, palmas para a Anna Llenas, que de uma forma tão bonita escreveu e ilustrou este livro.

 

“O monstro das cores” conta a história de um monstro que acorda com um turbilhão de emoções, não sabe bem o que sentir. Uma menina diz-lhe que é importante que ele separe as emoções para que tudo funcione melhor. Esta menina fala-lhe das cores, define-as e associa um sentimento a cada uma delas. Ela explica ainda, e acho esta parte super importante, que tipo de atitudes temos quando sentimos cada uma das emoções (ex. quando sentimos alegria, rimos, saltamos, dançamos e jogamos).

 

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Em primeiro lugar quero reforçar aquilo que desde o primeiro momento me chamou a atenção. A personagem principal desta história não é uma fada, um super-herói, uma princesa, um animal – é um monstro. O monstro, que é normalmente associado a um ser assustador e medonho, é aqui tratado com carinho e associado a situações positivas e agradáveis. Deste modo desconstrói-se um pouco algumas ideias pré-concebidas pela sociedade, pois na realidade há coisas boas que têm o seu lado mau, assim com há coisas más que têm o seu lado bom!

 

Outra questão que me parece pertinente é o facto de os sentimentos serem “arrumados” e organizados. Muitas vezes sentimos muitas coisas ao mesmo tempo, o que pode ser confuso e difícil de decifrar. Mas se soubermos refletir e pensar separadamente em cada um deles, é-nos mais fácil resolver conflitos, tomar decisões,  conversar com os outros, mostrar aquilo que sentimos e agir consoante cada tipo de sensação.

 

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Como conclusão, aparece a folha cor-de-rosa e a menina faz uma pergunta “E agora, pode-se saber o que se passa?”. Esta cor não foi em momento algum associada a nenhum sentimento, o que é muito interessante pois faz com que a criança pense sobre esta "nova" cor, que não foi associada a nenhum sentimento. Este final promove a imaginação e a criatividade, deixa os adultos e as crianças na expectativa e em "modo reflexão" no sentido de pensar que sentimento poderá estar relacionado com esta cor. Este final da história mostra-nos que nem tudo na vida é assim tão linear e nem tudo está “certo” ou “errado”. Há que haver flexibilidade e estar disponível para novos sentimentos e emoções... Assim como para outras coisas novas que vão aparecendo na nossa vida.

 

As crianças percebem que os sentimentos são muito diferentes uns dos outros; entendem que é possível sentir várias emoções, separadamente ou ao mesmo tempo; desenvolvem competências pessoais no sentido em que sabem aquilo que estão a sentir em determinado momento; refletem sobre as atitudes tomadas em situações associadas a determinados sentimentos, podendo passar a respeitar o espaço dos colegas quando estes, por exemplo, numa situação de raiva, gritam; aprendem as cores, a classificação e a organização; pensam na possibilidade de novas cores; refletem sobre uma possível associação dessas cores a outros sentimentos não retratados no livro.

 

Agora, vou buscar a lua (e já volto)!

14
Mar18

Casa é o melhor remédio!

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A visão da Carolina, não da Educadora!

 

Já li por aí vários textos sobre a questão de deixar os filhos em casa, ou não, numa situação de doença. Obviamente se for uma questão grave é necessário que as crianças fiquem em casa com os pais, avós ou outros adultos. Mas, e quando é apenas uma constipação? Uma gripe? Uma laringite, faringite, conjuntivite ou outra coisa que acabe em "ite"?

 

Já trabalhei em locais onde se era mais permissivo mas também já experienciei o contrário, onde se ligava imediatamente aos pais quando uma criança dava sinais de doença. Eu cheguei a interrogar-me "Será que não estou a exagerar? Estes pais vão ter que interromper o seu dia de trabalho para virem buscar o seu filho que apenas vomitou uma vez, enquanto que poderiamos aguentá-lo mais umas horinhas aqui na Creche."

 

Depois de já ter experienciado outros contextos, de já ter mais dois ou três anos, de já ter lido a aprendido muitas coisas que de deram alguma bagagem para mudar a minha conceção sobre isto, passei a concordar completamente que as crianças com sinais de doença, fiquem em casa. Os pais vão dizer "Ah e tal vê-se logo que não é mãe, se não não diria isto". Não! Os pais trabalham mas têm direitos, e um deles é a permissão para dar apoio aos filhos quando este precisam de ficar em casa. Temos simplesmente que ter prioridades, e se a prioridade for dar assistência aos filhos, no trabalho têm que mostrar que têm esse direito. 

 

Ora vejamos uma situação simples, uma criança temm estado com diarreia e vomitou na Creche. Mesmo que os pais não sejam chamados , mesmo que a criança fique o resto do dia e mesmo que os adultos cuidem dela e mesmo que a mantenham longe do contacto com as outras crianças. Então e os brinquedos que foram usados por todos? Acham que as viroses não passam através dos brinquedos? Principalmente em berçário e Creche, onde os bebés e crianças não têm noção da baba e dos espirros que expulsam para os materiais da sala.

 

Lógico que as outras crianças vão ser afetadas pela virose! Conclusão: apenas porque os pais da primeira criança não a vieram buscar, os pais das próximas três, quatro, cinco crianças... terão que ficar com elas em casa, pois a Creche não é um hospital e não acolhe crianças numa situação destas. Como pais, não sejamos egoistas, porque assim como o nosso filho pode ser o primeiro, também pode acontecer ser afetado por outros, e aí também não vamos gostar de ficar em casa por falta de cuidado de outros pais.

 

Para não prejudicarmos uma mãe ou um pai, foram obrigatoriamente prejudicados outros três, quatro, cinco! As desvantagens são também para as crianças que passam a não ir à escola porque foram afetadas pela virose da primeira. E agora pensemos na criança, na primeira, que acho que é quem é mais prejudicada! Esta criança, que não tem culpa de estar doente, além do mau-estar da situação, tem que ficar a ouvir a "algazarra" própria do grupo na sala? Não tem um adulto só para ela porque não há logística para isso, acham que não precisa de um mimo extra de um adulto de referência? Não seria melhor estar em casa, no quentinho de um abraço da mãe, do pai ou dos avós? E não é mais confortável ir ao médico ou hospital acompanhada pela mãe ou pai?

 

Não desvalorizemos a saúde dos nossos filhos, e pensemos seriamente na saúde pública! Sejamos capazes de os ter como prioridade e consigamos defender os nossos direitos como pais, a nível profissional. Pensemos que, se nós adultos às vezes precisamos de um mimo extra só porque temos uma dor de cabeça, então que precisarão os nossos filhos quando têm febre, diarreia e vómitos?

 

Acho de um egoísmo extremo os pais que são chamados e fazem de tudo para os ir buscar apenas quando acaba o seu dia no trabalho. E também acho uma falta de profissionalismo os adultos das instituições que permitem que as crianças continuem na Creche.

 

Agora, vou buscar a lua (e já volto)!

 

 

 

 

13
Mar18

Pai! Paizinho! Paizão! O que é ser Pai!

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Ser pai! O que é ser pai? O que é ser mãe? Há formas corretas de ser pai? E de ser mãe? Há bons e maus pais, boas e más mães? Há bons pais que não têm filhos e maua pais que têm quatro ou cinco? O Dia do Pai está a chegar e este é um dia especial para mim, tanto este como o Dia da Mãe sempre foram especiais, mas este tornou-se especial de forma diferente, desde há uns anos. Ser pai tem uma forma de ser, há formas certas e erradas de agir como pai, e há pais mais bonitos que outros, dependendo do modo como se dedicam aos seus filhos, a meu ver.

 

Ser pai é aprender a ser mãe, mas com barba e gravata. É ter as mesmas funções que a mãe, mas não considerado como tal.

 

Ser pai é fazer com que os seus filhos, desde cedo, sejam do Sporting ou do Benfica ou do Porto. É ensinar aos filhos os desportos que sempre o fizeram feliz.

 

Ser pai é proteger desde o primeiro segundo, quando todo o corpinho dos seus filhos cabe na sua mão grande e forte.

 

Ser pai é não ter vergonha de estar de unhas e lábios pintados depois de uma brincadeira com os filhos. É andar no parque com uma mala cor-de-rosa.

 

Ser pai é aprender todos os dias a sê-lo. É estar aberto a todas as novas atividades, propostas, conquistas e dificuldades que possam surgir.

 

Ser pai é amar os filhos, mesmo quando é necessário dar-lhes um castigo. É saber mimar com sabedoria, sabendo quando o fazer.

 

Ser pai é viver os momentos de jogos com os filhos com a mesma intensidade que o viveria com amigos, assim os filhos sentem que são uma ótima equipa.

 

Ser pai é fazer em vez de dizer. É saber que é um ídolo para os filhos, nas suas ações e atitudes. É ensinar através dos atos, fazendo!

 

Ser pai é saber ser sensível, é brincar com bonecas, pentear, maquilhar, fazer papas, dar colo a bebés, levar carros de bonecas, chuchas, biberons e fraldas.

 

Ser pai é pensar que tem a vida dos filhos na suas mãos. É ensinar-lhes a saber fazer boas escolhas ao longo da sua vida.

 

Ser pai é ensinar a pescar, sem deixar que nunca falte nada na vida dos filhos. É preocupar-se com todas as faltas sem que os filhos se apercebam.

 

Ser pai é mostrar aos filhos a importância da mãe e da família. É criar uma relação cúmplice com a mãe, de união, respeito, amor e momentos felizes.

 

Ser pai é saber deixar de ser forte, grande e herói, para ser sensível, chorão, preocupado, com dúvidas e receios.

 

Ser pai é ser um herói sem capa. É ser um herói que não é da Marvel, mas é mais especial que estes, não aparece em filmes mas está em nossa casa.

 

Ser pai é estar, viver, sentir!

 

Agora, vou buscar a lua (e já volto)!

 

12
Mar18

Ser Nannie: Sim ou Não?

Acho que ainda não vos falei da minha amiga Marta. Ela tem um blog pessoal, em que todos os dias nos fala sobre as mais variadas experiências que vai vivendo. Sigam-na que garanto que vai valer a pena. Sinónimo de Carmezim é o nome do seu blog e não há nada mais sinónimo dela que este blog. Fomos jantar há poucos dias e entre as centenas de temas tagarelados, falámos sobre os blogs, alguns posts especiais e supostos temas para próximos. Neste contexto, ela chamou-me a atenção para a reportagem da Sic sobre Nannies e assim que vi a reportagem decidi logo escrever sobre o tema. Na verdade eu nem sei bem o que pensar sobre esta profissão e, por este motivo, optei por fazer um género de prós e contras neste post.

 

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Antes de tudo, as nannies não são "babysitters". As "babysitters" apenas tomam conta das crianas e garantem que estas se encontram bem a nível de saúde, higiene e alimentação. Brincam com elas se necessário e usam os métodos que entenderem para passar tempo com elas. As nannies são diferentes, estas têm que, além de tudo o referido anteriormente, educar e auxiliar a criança a desenvolver-se a nível pessoal, social, familiar, cognitivo, motor... A nannie tem que garantir que uma criança cresce e se desenvolve de forma completa, em todos os níveis da sua vida.

 

Vantagens de ser nannie

 

O acompanhamento das crianças é muito mais individual, a nannie está ali só para aqueles dois ou três irmãos e, por isso, mais atenta a todas as suas dificuldades e interesses. Pode preparar atividades específicas para aquelas crianças, certificando-se que aquelas crianças vão participar e/ou gostar da atividade.

 

O ordenado varia entre os 1600€ e os 5000€. Nesta profissão as educadoras são compensadas monetariamente, de verdade. Quando olhamos à nossa volta e temos pena da subvalorização da nossa profissão, aqui temos uma opção em que somos valorizadas pelo trabalho que fazemos com estas crianças diariamente.

 

A maioria tem mais férias do que o habitual em Portugal. Uma delas confessou que trabalha no estrangeiro os primeiros quinze dias do mês e volta para sua casa nos últimos quinze dias. Passa a ter mais tempo para si e pode marcar férias, viagens, estar com os filhos, o que pretender.

 

A nannie, trabalhando noutros países, conhece novas culturas, tem experiências gastronómicas, linguísticas, culturais e sociais diferentes. Conhece os países por onde passa a nível histórico e enriquece a sua cultura, relacionando-se com outras pessoas.

 

Desvantagens de ser nannie

 

A Educadora, por trabalhar apenas com duas ou três crianças, pode ter necessidade de estar numa sala com um grupo de crianças maior, onde pode realizar atividades diferentes, de grupo, em que o nível social das crianças é mais desenvolvido e onde se promovem regras sociais específicas que a Educadora aprende que são imprescindíveis.

 

A vida familiar da nannie pode ser difícil pois o tempo fora de casa é muito mais do que se trabalhasse como Educadora numa sala de Creche ou de Jardim de Infância em que tinha um horário específico. Os filhos podem sentir falta da mãe e a mãe não é mãe a tempo inteiro como poderia ser se trabalhasse noutro local/instituição.

 

Este tipo de trabalho requer que a nannie tenha alguma flexibilidade no que respeita aos locais onde trabalha pois, terá que ter consciência que a qualquer momento poderá ter que mudar de casa, cidade, país. A sua vida não é rotineira no sentido em que está sempre há espera que as condições mudem.

 

Em Portugal, esta profissão não é reconhecida como sendo uma profissão de valor, em que a nannie assume a responsabilidade de cuidar de vidas, diariamente, além de ter outras competências inerentes à sua função. Descontam como empregadas domésticas ou como Educadoras de Infância particulares.

 

Antes de me despedir quero dizer-vos que é estranho para mim quem opta ter esta profissão porque eu tenho uma visão muito específica quanto ao conceito de família, penso que o trabalho e o dinheiro não são tudo na vida, que os filhos e os momentos com eles dar-me-ão mais que o resto, que os jantares em casal valem mais que o trabalho, que a união da família dá dez a zero ao dinheiro. Mas percebo que há pessoas que não têm a mesma visão que eu e respeito isso. Há pessoas que têm com certeza outras perspetivas e até outros dons. Se não houvesse estas pessoas que se dão totalmente ao trabalho, também não seria fácil. Mas analisando a forma feliz como as nannies da reportagem falaram, pensa-se duas vezes se não será um trabalho realmente reconfortante e gratificante.

 

Agora, vou buscar a lua (e já volto)!

08
Mar18

Dia da mulher... com as crianças!

 

Hoje é o dia internacional da mulher. Nãio sou muito de mariquices e de fazer publicações sobre isto porque acho que hoje em dia banaliza-se um pouco este dia, fazendo jantarinhos e maqriquices que, de todo, fazem parte dos grandes objetivos deste dia. No entanto, e como toda a gente tem mulheres importantes na sua vida, porque não mimá-las um pouco mostrando que há uma lembrança e uma afetividade presente? 

 

Publiquei este vídeo do Pedro Jorge a fazer esta receita porque, na verdade, todos gostamos de um docinho. E quando é feito por pessoas que gostamos, com amor, até sabe melhor. Porque não, pais, ajudar os vossos filhos a preparar uma surpresa especial para as vossas mulheres? Elas vão gostar! Esta é uma receita simples e fácil de fazer com as crianças. E não vamos pôr em causa o gosto das crianças pela culinária, pois não?

 

Todas as crianças gostam de cozinhar, de participar na elaboração de uma receita especial ou não. Gostam de "pôr a mão na massa" e mostrar que sabem fazer; gostam que ter a confiança necessária para poder fazer, sem medo de errar; gostam de se sujar de farinha, açúcar, chocolate; gostam de passar tempo com os pais na cozinha; gostam de preparar surpresas, guardando mistérios...

 

Vamos tornar este dia especial, não publicando coisas tontas no facebook nem pensar que este dia é para ser comemorado apenas com outras mulheres. Este dia pode e deve ser comemorado em família, onde os filhos mostram à mãe que a amam e onde os pais valorizam e respeitam a sua mulher, tal como o devem fazer todos os outros dias.

 

Agora, vou buscar a lua (e já volto)!

07
Mar18

Tempo e espaço: o resto vem!

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Nós, adultos, como conhecemos o espaço e os materiais, sabemos para que serve cada objecto e o que fazer com ele, entendemos que cada material tem um lugar para estar... Temos tendência a intervir nas brincadeiras das crianças. Dizemos-lhes sempre onde colocar determinado objecto, o que fazer com o outro, que acção tomar em espaços específicos, queremos mediar as suas brincadeiras, intervir na sua criatividade e proporcionar-lhes aquilo que achamos que deve ser uma brincadeira, consoante aquilo que vivemos na nossa rotina diária, na nossa casa e em outros contextos da nossa vida. Agora, o que pergunto é: Brincar não é, como o nome indica, o ato de divertir, distrair, tranquilizar? Brincar não é ser feliz sem se preocupar com as regras sociais com as quais vivemos todos os dias, iguais uns aos outros, como ratos de laboratório?

 

Porque é que nem as brincadeiras são livres? Porque é que a comida tem que estar na cozinha, os carros na garagem e as bonecas na cama? Porque é que os jogos têm que ser sempre usados um de cada vez e não se podem misturar? Os bonecos da lego não podem entrar nos carros? As bonecas não podem ir à oficina? Os transportes não podem fazer do lava-loiças uma pista? Não podemos contar uma história aos carros que estão no tapete a passear? Não podemos fazer das peças de encaixe de um jogo, batatas ou tomates ou cebolas?

 

E o tempo? Claro que, como adultos, temos que organizar as crianças, o tempo e o espaço, de modo a que o dia decorra de forma o mais saudável possível para todas as crianças. Mas já pensámos, por exemplo, no tempo de brincadeira livre, que podemos não estar a ser justos e corretos com as crianças? Gostavam de estar a brincar e, de repente, alguém começasse a cantarolar “está na hora, está na hora, de arrumar, os nossos brinquedos, os nossos brinquedos, no lugar”? Estiveram imenso tempo a preparar uma festa, um circo, um rally, uma biblioteca, o que for, e alguém chega e diz que têm que acabar aquilo que prepararam… Por vezes nem os deixam chegar ao auge da brincadeira, à parte mais gira, ao momento para o qual todo o tempo anterior se preparou. É triste! Sim, é triste!

 

Uma criança não brinca por brincar. Uma brincadeira tem introdução, desenvolvimento e conclusão – tal como os textos que fazíamos na escola primária. Então, qual é a graça de começar uma brincadeira e não acabar? Qual é a motivação das crianças quando a Educadora diz “agora, podem brincar livremente”, se sabem que essa brincadeira não vai chegar à “parte mais gira”?

 

Há que pensar sobre isto, brincar é o trabalho deles e, seja o que for que sejam naquele dia, são-no com o coração, e faz-lhes sentido iniciar e acabar o que se propuseram, assim como para nós faz sentido entrar e sair a horas do nosso trabalho, com os objetivos do dia cumpridos.

 

Vou buscar a lua (e já volto)!

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